A arte da fabricação de queijos tem seu início a nada menos do que há 12 mil anos antes do nascimento de Cristo. Segundo a lenda, o queijo teria sido descoberto por um dos filhos de Apolo, Aristeu, Rei da Arcádia. Os egípcios estão entre os primeiros povos que cuidaram do gado e tiveram, no leite e no queijo, fonte importante de sua alimentação. Isso foi possível porque o fértil vale do Nilo possuía pastagens cheias de gado. Queijos feitos de leite de vaca, de cabra e de ovelha também foram encontrados em muitas tumbas egípcias.
O queijo primitivo era apenas o leite coagulado, desprovido de soro e salgado. A partir da Idade Média, a fabricação de queijos finos ficou restrita aos mosteiros católicos, onde novas receitas foram desenvolvidas por seus monges. A técnica de produção de queijos modernizou-se no decorrer do tempo.
É possível encontrar registros na Bíblia que comprovam que o queijo era um dos alimentos da época.
Os gregos foram os primeiros a adotar o queijo feito com leite de ovelha e cabra (animais que criavam) em seus cardápios na Europa.
Os romanos foram os responsáveis pela maior divulgação dos queijos pelo mundo. Na expansão de seu Império eles levaram vários tipos de queijos para Roma que foi onde teve inicio seu comércio. Os romanos elevaram o nível do queijo, transformando um simples alimento em uma iguaria indispensável nas refeições dos nobres e em grandes banquetes imperiais. Os romanos apreciavam muito os queijos, fabricavam inúmeras variedades de queijos e conheciam suas virtudes, pois o utilizavam na alimentação dos soldados e atletas.
Na Idade Média os queijos atingiram um dos pontos mais altos no que se refere à higiene. Certas ordens religiosas ganharam reputação por causa da qualidade dos seus queijos, devido às rígidas regras de higiene em sua manufatura. Tanto que o nome queijo deriva do termo medieval formatium, ou “queijo colocado na forma”.
Ao longo dos tempos, o queijo evoluiu até os que conhecemos hoje. E se tornou um produto de consumo, com apreciadores espalhados pelos quatro cantos do mundo.
Os primeiros queijos no Brasil, surgiram em Minas Gerais nas cidades de São Vicente de Minas, Sertinga, Serrano, Cruzilha e Mindurí, onde os imigrantes dinamarqueses por volta de 1920 iniciaram a fabricação de queijos. Eles haviam considerado que o clima nessas cidades e a flora natural da pastagem eram muito propícios à produção de bons queijos. Assim, Nielsen e Hans Norremose iniciaram a produção de um queijo redondo que os fiscais do Ministério da Agricultura designaram de “prato”.
Enquanto isso Godfredsen iniciava em Sertinga a produção de “gorgonzola”, inspirado no “blue cheese” dinamarquês. O Brasil produz dezenas de queijos de origem estrangeira.
-Prato e suas variantes (Esféricos Cobocó e Ligth);
-Minas Frescal (Minas Magro e Minas Ligth);
-Minas Padrão;
-Minas Meia Cura;
-Reino;
-Requeijão (Cremoso e Culinário)
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